Até hoje, não foram publicados estudos comprovando a eficácia das vacinas contra o tabagismo. A explicação para este aparente fracasso encontra respaldo no fato de que o prazer de fumar é apenas uma parcela na origem deste hábito. Vale lembrar que até hoje não se desenvolveram vacinas também contra o prazer de comer ou de consumir álcool ou outras drogas.
Estas dependências todas são parte de um contexto bem maior, que se encontra na esfera ambiental, familiar, profissional, social, cultural e emocional.
Mesmo medicamentos como antidepressivos e adesivos, não têm demonstrado eficácia a médio e longo prazo no tratamento do tabagismo, assim como no tratamento da obesidade e do alcoolismo, além de ainda trazerem os inconvenientes de seus efeitos colaterais.
A criatividade dos laboratórios para produzir novidades científicas para os fumantes, que sonham em abandonar o cigarro sem dificuldade, através de algo milagroso que os faça deixar de fumar mesmo contra sua vontade, se transformará, para muitos, em mais outro dispendioso sonho frustrado.
Por outro lado, a acupuntura, que existe há milhares de anos e a terapia auricular desenvolvida por F. Marat tem se mostrado bastante eficazes no combate ao tabagismo, de forma econômica e sem efeitos colaterais.
Acredita-se que seu mecanismo de ação inclua processos biomoleculares altamente específicos para receptores nicotínicos, que ainda não foram totalmente desvendados pelos laboratórios farmacêuticos da modernidade.
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